• Melasma tem tratamento?

    Melasma tem tratamento?

    O melasma é caracterizado por manchas que possuem um tom escuro e acastanhado e pode surgir em diversas partes do corpo como: rosto, braços, pescoço ou colo. No Brasil, cerca de 150 mil pessoas são diagnosticadas com melasma todos os anos e quase 90% desse número são mulheres entre os 20 e 50 anos.

    Não existe uma causa direta associada ao surgimento desta condição, mas alguns fatores como exposição excessiva à luz solar, reações ao uso de anticoncepcionais femininos, predisposição genética e gravidez estão relacionados com as manchas. Quando o melasma se desenvolve durante a gravidez, os sintomas são chamados de cloasma gravídico.

    Tipos e sintomas do melasma

    Existem três tipos conhecidos de melasma: o epidérmico, o dérmico e o misto. A diferença está no quão profundo a mancha se desenvolve na pele.

    No epidérmico, a pigmentação ocorre na camada mais superficial, enquanto o dérmico atinge a camada mais profunda da pele. O misto acontece quando a pessoa apresenta os dois tipos, ou seja, tanto superficialmente como profundamente em áreas diferentes.

    Quando surge no rosto, o melasma costuma acometer regiões como: maçãs do rosto, testa, bochecha, nariz, queixo, acima dos lábios e mandíbula. Cada pessoa manifesta as manchas em regiões diferentes do corpo e elas costumam ser irregulares e simétricas, ou seja, iguais de ambos os lados.

    Tratamentos

    Atualmente existem diversos tratamentos para o melasma, mas todos devem ser feitos com o acompanhamento de um dermatologista, pois a automedicação incorreta pode piorar os sintomas, deixando as manchas ainda mais escuras e profundas na pele.

    O primeiro cuidado, independente do método de tratamento escolhido, consiste em se proteger dos raios ultravioletas sempre. O recomendável é aplicar todos os dias um filtro solar potente, que ofereça proteção contra UVA (raios ultravioletas A) e UVB (raios ultravioletas B), inclusive nas regiões afetadas pelas manchas.

    Mesmo que os sintomas sejam leves, o tratamento do melasma leva bastante tempo para fazer efeito e pode demorar meses ou anos para que as manchas comecem a diminuir. Isso requer proteção contínua contra os raios ultravioletas, até que o tratamento seja concluído.

    Normalmente, as técnicas mais utilizadas são à base de cremes, peeling ou procedimentos feitos com laser. Os cremes possuem em sua composição ácido glicólico, ácido retinoico, ácido azelaico e hidroquinona, mas também existem outros ativos alternativos como o ácido fítico, ácido kójico, ácido trenexâmico e ácido dioico.

    O peeling, por sua vez, pode demonstrar resultados mais rápidos que os cremes, porém o dermatologista precisa verificar qual tipo de peeling é o mais adequado. O procedimento a laser visa clarear as manchas, mas também deve ser realizado apenas por um dermatologista qualificado, pois caso não seja feito corretamente pode gerar ainda mais pigmentação na pele.

    Prevenção

    As medidas de proteção do melasma devem ser tomadas diariamente, tornando-se um hábito. Como já citado, o principal é usar protetor solar todos os dias, mesmo que o sol não esteja forte, pois os raios ultravioletas agem até em dias nublados e chuvosos. A luz ambiente também provoca melasma, então é necessário usar filtros solares até mesmo dentro de casa para uma proteção completa.

    Lembrando que para o fotoprotetor ter o efeito esperado, ele deve ser reforçado de três em três horas nos dias em que o sol estiver mais forte. Usar roupas e acessórios adequados para se proteger do sol também é válido, como chapéus, óculos de sol e sombrinhas.

     

    Referências

    https://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-e-problemas/melasma/13/

    https://www.sbd-sp.org.br/geral/melasma-causas-como-prevenir-e-disfarcar-manchas-e-os-novos-tratamentos/

    https://saude.abril.com.br/medicina/9-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-melasma/

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